- Página inicial
- Quem somos
- Vistos e imigração
- Viajar para a Austrália
- Serviços para australianos
- Fazer negócios na Austrália
- Estudar na Austrália
- Eventos
- Programa de Ajuda Direta (DAP)
- Comunicação Social
- Informações Australianas
- Relações Brasil e Austrália
- English
Continuar a batalha para vencer a tirania
Do Iraque às Ilhas de Salomão, Australianos tem o dever especial de ajudar a ampliar os benefícios da liberdade e democracia pelo mundo, afirma o Ministro das Relações Exteriores Alexander Downer
Os Australianos têm uma atitude lacônica perante o patriotismo. O amor que temos pelo nosso país só não é mais intenso devido à maneira discreta com a qual o expressamos. Nosso compromisso com os valores australianos só não é mais apaixonado devido à forma descontraída com a qual nós os expressamos, com espírito de amizade e justiça.
Nós somos igualmente tímidos na maneira como expressamos nossa atitude em relação à liberdade e democracia, apesar do nosso forte apoio a esses princípios. Nós somos apreensivos em relação ao mais patriotista dos estilos de alguns pronunciamentos americanos sobre a propagação da liberdade e da democracia. Ainda, nós nos comprometemos com os mesmo objetivos.
A Austrália continua a ser uma força significante para a difusão da liberdade e da democracia. Nós lutamos em guerras, no passado, por causa destes valores, nós continuamos a lutar por eles e trabalharemos de muitas formas para alcançar os mesmos resultados no futuro.
Ao fazê-lo, nós não estaremos somente trabalhando por um ideal. Nós apoiaremos valores que levam ao êxito prático de pessoas comuns. Nós produziremos resultados tangíveis para pessoas que merecem a oportunidade de traçar seu próprio futuro, e cuidaremos de nossos interesses nacionais.
Nós não devemos perder estes objetivos de vista. Assistimos a liberdade triunfar sobre a tirania em guerras mundiais e no final da Guerra Fria. Porém, agora estamos diante de uma nova batalha. Os extremistas do Al-Qa’ida, Jemaah Islamiah e seus discípulos tentam impor um novo tipo de tirania, o tipo que vimos no regime do Taliban, no Afeganistão.
Para a maioria dos australianos, um regime como o do Taliban é quase incompreensível. A liberdade de expressão é inexistente, as meninas não podem ir à escola, as mulheres não podem sair de casa sem estarem completamente cobertas e acompanhadas de um homem, a música e a tecnologia moderna são banidas e as pessoas são apedrejadas à morte por simples contravenções. Entretanto, isto é o que os terroristas extremistas querem impor em todos os países islâmicos, e talvez até mesmo fora deles.
Nossa liberdade está em jogo e a para preservá-la precisaremos promover a moderação às custas do extremismo. Nós precisamos gerar sociedades onde exista tolerância para todos exceto para o intolerante. Nesta batalha a favor da moderação e da tolerância, a democracia tem um papel vital.
A supressão das pessoas e de suas vontades pelo governo leva ao extremismo. Sejam estes governos antidemocráticos, militaristas, autoritários ou teocráticos, certamente não serão receptíveis, e no final estes governos se tornam extremamente impopulares aos olhos dos povos que governam.
Em democracias, as pessoas podem expressar desacordos livremente a seus governos. Elas podem exercer seu direito de influenciar governos e levá-los a um nível de responsabilidade por meio de comentários públicos, ativismo político e, em última instância, pelo voto. Em países não democráticos, a impopularidade do governo gera ressentimento. Este ressentimento cria condições nas quais surge o extremismo. As pessoais que estão desencantadas com o sistema podem facilmente ser presa da propaganda extremista. Nós vimos esta tendência surgir em vários países, onde governos não receptíveis e não democráticos tem levado ao aumento do extremismo. O derramamento de sangue, a corrupção e o caos no Afeganistão os quais precederam o surgimento do Taliban é o mais claro e mais trágico dos exemplos.
Não é nada surpreendente que o berço do extremismo islâmico, o Oriente Médio, também seja a casa de vários países onde algumas dessas pré-condições para o extremismo têm existido há muito tempo.
Muitos governos do Oriente Médio são autocráticos e não democráticos. Freqüentemente existem restrições no que diz respeito à imprensa e debate público. Até mesmo economias são fechadas e gerenciadas, no lugar de abertas e competitivas.
O grande desafio do Iraque é superar tal padrão; substituir a ditadura repressiva e brutal de Saddam Hussein por uma democracia aberta e responsável. Os iraquianos têm demonstrado enorme coragem aparecendo em números crescentes para votar em três eleições durante este processo.
Eles merecem uma sociedade na qual não escolham o governo, mas interajam com ele de forma livre e aberta. Eles merecem os benefícios econômicos do mercado livre. Eles merecem que as crenças espirituais de todos os seus cidadãos sejam respeitadas e que as leis da justiça prevaleçam às leis da violência extremista.
Se nós pudermos ajudar os iraquianos e a comunidade internacional a atingir esta meta, nós teremos feito uma contribuição vital à democracia, estabilidade e segurança no Oriente Médio e no mundo. Escolher o outro caminho e abandonar o Iraque seria se render aos extremistas e convidá-los a espalhar suas táticas diabólicas pelo mundo.
Este projeto está de acordo com o papel significativo da Austrália em assuntos regionais e globais desde a Federação. Nós nos defendemos e defendemos outras nações da tirania extremista nas guerras mundiais e nos unimos contra o extremismo comunista na Guerra Fria incluindo tropas em territórios da Coréia e Vietnam.
Mais recentemente, nós lideramos a Missão de Assistência Regional nas Ilhas de Salomão para apoiar a democracia e proteger os ilhéus de Salomão da constante violência. Nossas forças de defesa, polícia e pessoal de assistência, também colaborou à transição para a soberania pelo Timor Leste e novamente estão assumindo posições de risco para proteger as difíceis conquistas do povo do Timor Leste. Nós continuamos a prestar assistência à jovem nação de Papua Nova Guiné treinando sua força policial, seus burocratas e seus funcionários do poder judiciário.
Nosso extenso programa de ajuda no Pacífico e em outras partes da região da Ásia-Pacífico se baseia deliberadamente no governo justo e na democracia solidária. Nós acreditamos profundamente na necessidade de alto padrão de vida, de educação sólida e boa assistência médica, mas sabemos que nada disso será sustentável a longo prazo sem um bom sistema democrático, um governo responsável para supervisionar programas e desenvolver a economia.
É tema recorrente na política externa da Austrália que onde um povo oprimido lutar por liberdade e democracia, a Austrália cumprirá seu papel.
Nós somos um país significante que está determinado a utilizar seus recursos e influência para apoiar tais valores, seja com tropas nas montanhas do Afeganistão ou com servidores públicos nos escritórios do departamento financeiro de uma ilha do Pacífico. O resultado desejado é similar.
Não posso negar que há uma porção de altruísmo nesta posição, mas também há muito interesse. Como eu mencionei antes, democracia, liberdade, responsabilidade e as leis da justiça trabalham contra o extremismo e a favor da moderação e da tolerância.
Assim, apoiando nossos vizinhos com tais valores, em nossa região e por todo o planeta, ajudamos a promover um ambiente estável e seguro no qual podemos viver em paz e prosperar. Esta realidade é ainda mais fortalecida pela contemplação da alternativa: a Austrália tentando prosperar em uma região ou em um mundo de estados falidos e despóticos.
Enquanto os australianos são um pouco tímidos na maneira como expressamos nosso compromisso com a liberdade e democracia, nós também somos estóicos e eficientes na maneira como realizamos tarefas. Nossos soldados, nossos assistentes, nossa polícia e nossos burocratas são universalmente elogiados pela sua atitude cooperativa e igualitária, realizando seus trabalhos de uma forma prática aqui e no exterior. Precisaremos destas qualidades por muitos anos por que esta não é uma tarefa fácil.
Não importa de que forma expressamos, ou de quais maneiras lidamos com isso, mas o apoio à liberdade e à democracia deve ser um objetivo duradouro da nossa política externa, e continuará sendo nosso princípio vetor.